Fatos, histórias e imagens da Baixada Fluminense.

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A Praça Ricardo Teixeira (mais conhecida como praça do skate), localizada no Centro de Nova Iguaçu, foi fundada em 1976 quando então só existia uma, na Califórnia (EUA), com a atitude de jovens skatistas que antes só andavam em ruas com buracos e de paralelepípedos. Um desses jovens, apelidado de Sérgio China, foi responsável por quase todo o projeto, criou a planta, elaborou e foi até a prefeitura com o intuito de "tirar o projeto do papel" e com grande surpresa a prefeitura, ou melhor dizendo, o prefeito Lubanco, havia se interessado pelo projeto daqueles jovens que andavam em cima de uma tábua de madeira com rodinhas de patins.
A partir daí o projeto começou a fluir, desde que tivesse fiscalização daqueles que a queriam tanto e, no final de 1976, a praça estava pronta e foi inaugurada pela prefeitura. A praça do skate apesar de ser simples é especial pelo fato de ser a primeira de muitas na América Latina, e foi nela que começaram os primeiros campeonatos de skateboard do país. Os primeiros a vencer campeonatos de skate representando a Baixada Fluminense foram os skatistas locais como: Quinzinho e Mário Raposo. 

A pista ficou tão conhecida entre os jovens, que vinham pessoas de outras regiões do Rio de Janeiro e, quiçá, de todo o Sudeste do país. Mas como nem tudo é tão belo a praça teve um pequeno declínio no início dos anos 90, quando esta foi esquecida pelo poder público tornando-se um lugar ligeiramente perigoso para os frequentadores, o que levou os skatistas locais a criarem o SOS Praça Do Skate que cobrava dos poderes públicos uma digna reforma para a praça, até mesmo porque naquela época havia recorrência de assaltos, furtos e drogas.
O projeto foi levado às grandes mídias, como a Rádio Fluminense, que na época era a sensação entre os jovens, até que a praça foi reformada com direito não só a Bowl (bacia com formato de piscina ao estilo californiano) mas também para praticar o street (prática de skate de rua). A reinauguração da praça ocorreu em meados dos anos 90 e só foi relembrada pela mídia em 2004 quando o skatista Bob Burnquist desceu a Bowl carregando a tocha olímpica e passando para os pioneiros do skate na Baixada.

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Essa Estação ficava centro de São João de Meriti. A estação de Meriti, foi inaugurada em 1910. Da estação de Costa Barros, na linha Auxiliar, saía uma linha variante que ia até Tomazinho, chamada de Ramal Circular da Pavuna. O porquê disso não está claro, mas a linha também seguia de Costa Barros direto para Tomazinho, levando a crer que havia trens que não seguiam para a Pavuna. Na verdade, em 1928 o ramal circular era citado por Max Vasconcellos, mas nos guias dos anos 1940 o trem já passava por Pavuna sempre, o trecho curto entre Costa Barros e Tomazinho funcionava até São Mateus, onde o subúrbio parava. Aparentemente, de Pavuna se podia ir de trem tanto a Belford Roxo quanto para São Mateus. Hoje é uma linha somente, que segue para a primeira. Originalmente, existia, cerca de 1,6 km à frente da estação da Pavuna, a estação de São João do Meriti, citada por Max Vasconcellos em 1928, mas esta foi desativada, provavelmente nos anos 1940, e desapareceu. Em 1949, com a inauguração da estação nova, o ramal circular nem era mais citado. Hoje, a linha da Supervia faz o trajeto de trens metropolitanos Dom Pedro II - Costa Barros - Pavuna - Belford Roxo. A estação da Pavuna hoje tem também o nome de São João do Meriti. Da Pavuna para a frente, até Belford Roxo, a linha atualmente segue pela linha original da E. F. Rio do Ouro, encampada pela Central. Segundo Sérgio Telles, em julho de 2005, a estação de São João do Meriti, aquela antiga, citada por Max Vasconcellos, sobreviveu funcionando como estação da linha que seguia para São Mateus até 1993, quando esta linha foi extinta. Foi demolida, ficava bem no centro da cidade. Ainda existem trilhos debaixo do asfalto onde havia a Estação. Foto de 1940.


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Seropédica é um município da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro no Brasil. Localiza-se a 50 quilômetros da capital do estado. Ocupa uma área de 283,794 km², e sua população foi estimada no ano de 2017 em 84.416 habitantes pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, sendo, então, o 31º mais populoso do estado e o segundo mais populoso de sua microrregião. Faz divisa com os municípios Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Japeri, Queimados, Itaguaí e Paracambi.


12 de outubro de 1995 (23 anos)

Municípios limítrofes
Itaguaí, Japeri, Nova Iguaçu, Paracambi, Queimados e Rio de Janeiro
Distância até a capital
75 km
Características geográficas
Área
283,794 km²
O atual território brasileiro já era habitado desde pelo menos 10000 ac por povos provenientes de outros continentes (possivelmente da Ásia e da Oceania ou África). Por volta do ano 1000, a maior parte do litoral brasileiro, inclusive a região do atual município de Seropédica, foi invadida por povos tupis procedentes da Amazônia que expulsaram as tribos locais tapuias para o interior do continente.
Século XVI: a chegada dos europeus 
No século XVI, a região de Seropédica era dominada pelos índios tamoios, também chamados tupinambás. Em 1536, com o crescente tráfico de peles e madeiras (principalmente pau-brasil) praticado, em sua maioria, por franceses, desde o litoral do atual estado de Pernambuco, onde montaram um fortim, até Cabo Frio, a coroa portuguesa instituiu uma forma de ocupar e defender as terras já há algum tempo descobertas. Para isso, criou as capitanias hereditárias, modelo já utilizado nas ilhas de Cabo Verde, e as distribuiu entre fidalgos, para que estes ocupassem os lotes cedidos, promovendo sua colonização e defendendo-os. O atual município de Seropédica está na área que pertencia à capitania de São Vicente, cujo donatário era Martim Afonso de Sousa.
Cristóvão Monteiro, ouvidor do Rio de Janeiro, enviou, em 1567, requerimento a Martim Afonso de Sousa, donatário da capitania, solicitando uma gleba de terras na margem direita do rio Guandu. A posse foi efetivada em 30 de dezembro daquele ano.
Em 7 de dezembro de 1589, a marquesa Ferreira, viúva de Cristóvão Monteiro, atendendo à vontade do finado marido, doou parte das terras aos jesuítas. A outra parte coube, por herança, a sua filha Catarina Monteiro. Então a região foi efetivamente explorada por, entre outros, Garcia Aires e pelo filho do bandeirante Fernão Dias Pais Leme, Garcia Paes Leme. A busca visava, principalmente, à descoberta de esmeraldas. Os dois exploradores ocuparam terras na margem esquerda do rio Guandu. Foram responsáveis, por exemplo, pela fundação do atual município de Nova Iguaçu.
Século XVII 
Em 30 de maio de 1612, Catarina Monteiro e seu marido José Adorno transferiram, aos jesuítas, as terras herdadas em troca de terras na Capitania de Santo Amaro (em Bertioga, em São Paulo). Por essa ocasião, a região era conhecida por "Brejaes de São João Grande" (grafia da época), devido ao fato de, ali, se encontrarem grandes alagadiços, principalmente no período das fortes chuvas, responsáveis pelas cheias periódicas no rio Guandu.
Os jesuítas adquiriram, por doação, compra ou permuta, imensa quantidade de terras. Esta área compreende hoje aos seguintes municípios: parte do Rio de Janeiro (Santa Cruz e Campo Grande), Seropédica, Itaguaí, Mendes, Nova Iguaçu, Paracambi, Japeri, Engenheiro Paulo de Frontin, Piraí, Rio Claro, Vassouras e Volta Redonda.
Século XVIII 
Em 25 de outubro de 1729, os jesuítas encarregaram uma equipe, liderada por Manuel Maia da Hora, de medir tão extensa propriedade. Tais medições só podiam ser realizadas entre junho e novembro, fora do período das chuvas. Em meados de novembro, subindo a margem direita do rio Guandu, a equipe encontra um vilarejo conhecido como Bananal. A ocupação do local se deu numa dessas explorações realizada no final do século XVI. Era comum que, para evitar serem acometidos pela fome em seus deslocamentos, os exploradores plantassem roças ao longo do caminho e deixassem alguém de vigília no local. Com o fim da expedição, muitos retornavam para os locais de roça e ali se estabeleciam. A palavra Bananal não se refere a uma plantação de bananas, como seria lógico deduzir, mas a um termo indígena, Mb’-a-nâ-n-á, que significa torcido, fazer voltas e é alusivo à correnteza do rio Guandu.
Por volta de 1758, o povoado do Bananal ganha em importância com a descoberta de ouro na região de Vila Rica, atual Ouro Preto. Por ali, passava uma pequena estrada que ligava o caminho velho de São Paulo (que deu origem à atual rodovia Rio-São Paulo) ao caminho das Minas ou estrada real (saindo da Baía da Guanabara, na altura de Duque de Caxias até Ouro Preto). Esta pequena estrada, após passar pelo povoado de Bananal, cruzava o rio Guandu e continuava por uma trilha árdua até atingir a Estrada Real. Ela ficou conhecida como "caminho das minas do Guandu", pois se acreditava que, nas serras próximas, havia ouro. Isto fazia, do lugar, uma importante rota de aventureiros em direção às Minas Gerais. Mais tarde, a estrada funcionou como uma alternativa para se retirar o ouro sem passar pelos postos de controle da Coroa portuguesa e, com isso, fugir dos pesados tributos, o que levou a coroa a instalar o registro do rio Itaguaí. Já nessa época, funcionavam, nas áreas do povoado do Bananal, duas feitorias da Fazenda de Santa Cruz. A feitoria do Peripery destinava-se à produção de arroz, feijão, milho, anil e aguardente. A feitoria do Bom Jardim, localizada nas margens do Ribeirão da Lages, destinava-se, principalmente, à extração de madeira para diversas finalidades.
Século XIX
Em 1817, foi erguida, no povoado de Bananal, uma capela em homenagem a Nossa Senhora da Conceição. A doação do terreno para a construção partiu de Francisco do Amor Divino e Maria Rosa do Nascimento Pereira de Sousa. Também foram doados terrenos para a construção de um cemitério e de um logradouro público.
Século XX 
Em 1938, foi aberta a estrada Rio-São Paulo. Em 1938, começou a ser construída a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro utilizando-se um dos prédios da antiga fábrica de seda. Em 1948, a universidade transferiu seu campus para as margens da antiga Rodovia Rio-São Paulo, hoje BR-465, iniciando-se, então, o desenvolvimento urbano de Seropédica. A região permaneceu inexpressiva por muito tempo em vista das dificuldades de acesso, pois só era servido por uma linha férrea, com pouca movimentação de trens, sendo ligado ao município do Rio de Janeiro por uma estrada não pavimentada. A abertura da Rodovia Rio-Santos, em 1985, no entanto, mudou esse cenário, facilitando o deslocamento para diversos municípios vizinhos.
Emancipação do município 
Em 1995, face à edição da Lei n.º 2 446 de 12 de outubro, Seropédica tornou-se município independente de Itaguaí, sendo inaugurado em 1º de janeiro de 1997. Com a emancipação, Seropédica teve sua economia movimentada e ganhou grandes obras de infraestrutura, assim como incremento do comércio local.



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5 de julho de 1818 (200 anos)
Municípios limítrofes
Rio de Janeiro, Paracambi, Mangaratiba, Piraí, Rio Claro e Seropédica.
Distância até a capital
73 km
Características geográficas
Área
275,870 km²
O território no qual está instalada a cidade de Itaguaí foi desbravado no século XVII, aproximadamente, pelos índios Jaguaremenon. A tribo dos Y-tingas se desenvolveu, prosperou e passou a rechaçar a presença dos jesuítas, o que produziu vários conflitos. Num deles, um pequeno índio de dez anos foi ferido e pego por futuros brasileiros, sendo batizado com o nome de José Pires Tavares.
Tavares cresceu entre os futuros brasileiros mas sempre pensou em defender seu povo. Quando fez trinta anos, já casado com uma índia, embarcou rumo a Portugal buscando uma carta de proteção para aldeia Y-tinga junto à Coroa Portuguesa. Foi recebido no Paço Real pela rainha Dona Maria I. Os futuros brasileiros, sabendo da alta chance de o indígena conseguir a proteção régia, não perderam tempo: atacaram a aldeia durante sua viagem, não distinguindo sexo ou idade. Os sobreviventes foram amarrados a barcos com furos e lançados ao mar, morrendo todos afogados.
José Tavares retornou de Portugal juntamente com o Conde de Resende tendo como ordem da Rainha dona Maria I que restituísse as terras dos indígenas. José Pires ainda reivindicou a posse efetiva das terras indígenas em 1804, tendo em vista a possível arrematação do Engenho de Taguay localizado dentro das mesmas. Morreu em 1805. O Engenho de Taguay foi arrematado por proprietários, entre eles Antônio Gomes Barroso (primeiro alcaide-mor de Itaguaí). Mesmo com esse fato, os nativos ainda permaneceram ali por algum tempo.
Após a barbárie, foi fundada pelos colonos a Vila de Itaguaí, que passou a ser uma rota de viagem padrão para os viajantes para São Paulo e para as Minas Gerais, o chamado "Caminho do Ouro" devido ao terreno pouco acidentado e transitável durante todo o ano, com poucos alagadiços e com bastante água para os animais. Por volta de 1725, iniciou-se a construção deste caminho que ligava o Rio de Janeiro a São Paulo com o objetivo de encurtar a viagem exaustiva e perigosa que era feita por mar de Paraty ao porto do Rio, pois habitavam na Ilha Grande uma grande quantidade de corsários que assaltavam as embarcações que por ali passavam, o que quase sempre representava prejuízos à Coroa Portuguesa.

No século XIX, na famosa viagem onde seria dado o Grito de Independência do Brasil, Dom Pedro I parou na vila para pernoitar, alimentar e saciar seus cavalos. Onde hoje chama-se Praça Dom Luís Guanela, próximo a Igreja Matriz de São Francisco Xavier.
Em 1844, foi fundado o distrito de Seropédica, cujo nome deriva da sericultura - criação do bicho da seda. Foi o início da primeira fábrica de tecidos de seda do Brasil.





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Diz a lenda que uma escrava alforriada (liberta) chamada "Pimpinela" vendia café torrado e moído em pilão de madeira nas ruas do Rio de Janeiro em meados de 1850, nas redondezas da atual Praça XV. Em 1947, a "Café Pimpinela" foi transferida da cidade do Rio de Janeiro para a cidade de Nova Iguaçu (ao redor dos bairros Califórnia, Ponte Branca, Maria da Luz e Pq. Ulisses, próximo da Rod. Pres. Dutra), permanecendo até os dias de hoje.
Atualmente, a "Café Pimpinela" é administrada pela gigante mineira no setor "Três Corações".

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Pesquisa do Prof. Gilberto

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A Baixada Fluminense é uma região do estado do Rio de Janeiro, Brasil. Era apenas uma Região pertencente à Vila Iguassu ou "Iguaçu Velho", atual Nova Iguaçu.

Hoje a Baixada Fluminense apresenta 2 definições: uma em sentido estrito, outra em sentido amplo. Segundo a definição em sentido estrito, que é a mais utilizada atualmente, abrange, dessa região, somente os municípios que se localizam ao norte do município do Rio de Janeiro, sendo eles Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Nilópolis, Belford Roxo, Queimados, Magé, Guapimirim e Mesquita, municípios esses que ficam localizado na região antigamente conhecida como Baixada da Guanabara.



Satélite de Queimados / Guapimirim
Já a definição em sentido amplo, engloba a região de planícies entre a Serra do Mar e o Litoral, desde Itaguaí até Campos dos Goytacazes. Esta região concentra grande parte da população (cerca de 4/5) e do produto interno bruto do estado do Rio de Janeiro.
A Baixada Fluminense apresenta largura variável: é bastante estreita entre as baías da Ilha Grande e de Sepetiba, alargando-se progressivamente no sentido leste, até o rio Macacu. Nesse trecho, no município do Rio de Janeiro, erguem-se os maciços da Tijuca e da Pedra Branca, que atingem altitudes um pouco superiores a mil metros. Da Baía da Guanabara até Cabo Frio, a Baixada volta a estreitar-se, apresentando uma sucessão de pequenas elevações de 200 a 500 metros de altura: os chamados "maciços litorâneos fluminenses". A partir de Cabo Frio, alarga-se novamente, alcançando suas extensões máximas no delta do rio Paraíba do Sul.

Atualmente, a expressão "Baixada Fluminense" refere-se principalmente à antiga região da "Baixada da Guanabara", denominação esta que caiu em desuso ainda no século XIX e que englobava desde Itaguaí até Guapimirim, última cidade na área do entorno da Baía de Guanabara (excluindo-se a região de Niterói/São Gonçalo), reunindo municípios com características socioculturais em comum. Grande parte desses municípios foram criados a partir de desmembramentos do município de Nova Iguaçu e da Vila de Estrela (Duque de Caxias - Magé). A Baixada Fluminense, em sentido amplo, é considerada o eixo central do estado do Rio de Janeiro, abrangendo a capital estadual, os municípios do entorno a leste e oeste da Baía da Guanabara, os sete municípios da região dos lagos e o município de Itaguaí. É atravessada pela rodovia BR-101, Rodovia Washington Luís e a Via Dutra. Possui os portos do Rio de Janeiro, Niterói, Itaguaí, e o Porto do Forno, em Arraial do Cabo.




Rio Capivari, Xerem-RJ
Por volta do ano 1000, a região foi invadida por povos Tupis procedentes da Amazônia, que expulsaram os antigos habitantes, falantes de línguas do tronco linguístico macro-jê, para o interior do continente, onde viriam a constituir os chamados Índios Puris. No século XVI, chegaram os primeiros europeus à região. Eles se depararam com a etnia tupi dos Tupinambás (também chamados Tamoios).

A região teve papel histórico fundamental na formação do atual estado do Rio de Janeiro, desde a época da chegada das expedições portuguesas de Américo Vespúcio em Arraial do Cabo em 1503 (a primeira a chegar no atual território estadual) e a de Estácio de Sá no Rio de Janeiro. Essa região veio a ser ocupada pelos franceses no século XVI, formando uma região de exploração do pau-brasil desde a região da atual cidade do Rio de Janeiro até Cabo Frio. Esta cidade foi essencial para a fundação e a consolidação da cidade do Rio de Janeiro, pois era o primeiro ponto de chegada dos invasores europeus na costa do atual estado: assim que os navios corsários eram avistados, tiros de canhão eram disparados em Cabo Frio e, quando o som chegava ao Rio de Janeiro, eram avisados de que invasores estavam se aproximando. Com a vitória dos portugueses e seus aliados temiminós sobre os tupinambás e seus aliados franceses, a Baixada Fluminense foi dividida pelos portugueses em sesmarias nas quais se plantava cana-de-açúcar e se produzia açúcar, utilizando-se de mão de obra escrava.


A região conheceu um certo desenvolvimento a partir do ciclo de mineração no Brasil, no século XVIII, quando foi importante corredor de escoamento do ouro de Minas Gerais. Mais tarde, já no século XIX, foi uma das primeiras regiões de plantio do café no Brasil.


Outro grande impulso econômico se deu com a criação das estradas de ferro na região, como a Estrada de Ferro Mauá (a primeira ferrovia do Brasil) em Magé e a Estrada de Ferro Dom Pedro II (atual E.F. Central do Brasil), já no Segundo Reinado (1840-1889), o que esvaziou as rotas tradicionais pelos rios e caminhos da região, mas que fez surgir novas vilas e povoados no entorno das estações, como Maxambomba (atual Nova Iguaçu), Belém (atual Japeri), dentre outras, que, hoje, formam as principais cidades dessa região. Na época, também teve grande impulso a citricultura na região.


No início do século XX, a Baixada Fluminense começou a receber obras de drenagem, ainda que de forma bastante irregular, com o intuito de torná-la minimamente habitável para receber a grande leva de migrantes vindos de outros cantos do país em busca de melhores condições de vida na então capital federal, a cidade do Rio de Janeiro, bem como diminuir os graves problemas de saúde, marcadamente os surtos de malária que assolavam a região. Tal movimento, no entanto, se dá de forma menos oficial e mais "natural" do que se imagina. A grande quantidade de terrenos vazios, somados à facilidade de transporte possibilitada pelas estradas de ferro (como a EFCB com seus ramais e a Rio d'Ouro) e pela inauguração de rodovias importantes como a Presidente Dutra e a Avenida Brasil, tornaram, a ocupação da região, mais intensa a partir da década de 1970, seguindo um movimento natural de migração no Brasil.



Jongo
Tais movimentos migratórios, porém, são uma constante na história da região, seja por conta do movimento dos tropeiros nas estradas que ligavam o Rio e a baixada às Serras antes da inauguração da linha férrea, seja no momento pós-abolição, quando um grande número de ex-escravos e/ou seus descendentes usam a mesma linha férrea com destino ao Rio em busca de melhores oportunidades. Muitos desses migrantes acabaram se estabelecendo na Baixada ou na Zona Norte do Rio de Janeiro.

Culturalmente, reina a diversidade. A leva de migrantes, fossem ex-escravos do Sul Fluminense, fossem os vindos da Região nordeste do Brasil, favoreceu a manutenção e renovação de diversas festas e comemorações, como a Folia de Reis e até mesmo o jongo, sendo esse último não tão comum na Região Metropolitana do Rio de Janeiro atualmente, com exceção do grupo de jongo da Serrinha, em Madureira.


Das regiões em que costuma ser dividido o Estado do Rio de Janeiro, é a segunda mais populosa, com mais de 3 milhões de habitantes, só sendo superada pela capital.



Municípios emancipados de Nova Iguaçu



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